sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Como se fosse a primeira vez no metrô..


Na cidade do Rio de Janeiro, as pessoas costumam usar uma coisa muito esquisita. Parece uma caixa metalizada, que as pessoas entram, ficam paradas durante muito tempo e vão pra lá e pra cá.
Para andar nessa caixa, chamada "Metrô" as pessoas usam uma coisa que elas conseguem trabalhando, um papel chamado dinheiro (muitas vezes esse dinheiro entra por um quadrado que a pessoa usa todo dia, chamado cartão, dizem que é dinheiro magnético). O engraçado é que para ganhar esses papéis ou cartões, elas tem que andar de metrô. É uma burrice! Se as pessoas não precisassem pagar o metro, não precisariam trabalhar e nem andar nele. Elas devem gostar desse ciclo vicioso, por isso o repetem todos os dias.
Entrar nessa caixa é uma selvageria, um empurra-empurra. Logo se nota que não é uma sociedade civilizada! Notei que há uma diferença. São duas linhas, mas falarei da linha dois pois foi a que eu observei. Essa vai de um lugar chamado Pavuna até Botafogo.
O engraçado nisso tudo é que na Pavuna, apesar de ser a última estação de quem vem da Zona Sul (Botafogo) e a primeira da Zona Norte, o desembarque não é obrigatório, ou seja, as pessoas não precisam sair do metrô. Então tem muita gente que pega ele na metade do caminho, só pra ir sentado. E esse metrô já chega cheio e sem lugar na primeira estação. As pessoas preferem perder horas de sono, pra acordar cedo, levar o dobro de tempo pra chegar em algum lugar, levado por essa caixa. Só para ir sentado e encher o metrô mais rápido! Povo estranho! As horas de sono são sagradas! E o tempo também. Esse povo gosta de desperdício, só pode!
  E é estranho que em Botafogo, o desembarque é obrigatório. Não dá pra entender essa lógica. Por que não é igual já que dependendo do referencial ambas são primeiras e últimas estações? Esse povo também é desigual! Deve ser por ser Zona Sul e as pessoas gostam de mais conforto.
Em Botafogo, o metrô chega vazio, cheio de bancos. Ai vem a selvageria. Ele para, as pessoas vão chegando mais para frente, colando na porta. Naquela expectativa de pegar lugar. São segundos de tensão. Todo mundo é seu inimigo. E ela tem que derrota-los para pegar lugar. Então vale tudo nessa hora! Empurrões, segurar a porta, pisar no pé, até bater! E pronto, a porta se abre! Pânico total, todos se empurrando, e com a pressão fica uma dificuldade para entrar nessa lata. Já que todos querem entrar ao mesmo tempo. Rapidamente vai se afunilando e as pessoas vão entrando, correndo e se empurrando! Nessa hora, os vitoriosos conseguem lugar e ficam sorrindo! Todos se amam e comemoram por ter conseguido essa vitória. Alguns continuam no metrô em pé, com raiva dos vitoriosos, e um tanto quanto frustrados. Outros saem com raiva e vão tentar enfrentar a próxima batalha, desperdiçando assim, seu tempo.
Uma coisa que notei, é que dependendo do horário, parece um ponto de encontro. Todos querem pegar na mesma hora. Acho que para ser esmagados, amassados. Eles devem sentir prazer com o calor humano e o contato físico. Devem ser carentes, e assim, eles se sentem acolhidos e abraçados. E mesmo que isso causa dor e desconforto, de alguma forma deve ser agradável. Pois eles fazem questão de no mesmo horário, no dia seguinte passar por isso. Também parece que é um lugar para flertar. Porque uns ficam se olhando, encarando e virando o rosto constrangido. Se olham pelo reflexo da janela, ajeitam o cabelo, arrumam a roupa. Deve ser para ficar atraente para os outros, e assim conseguir alguém(ou alguéns) para esmagá-los.

3 comentários:

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  3. Nem me fala um dia passei por isso.bem pra entra nem tive q fazer esforço as pessoas ao meu redor me levaram ate o banco é claro levei uma cotovelada soco e etc..e ñ sei como mais tiraram meu sapato. bem eu estava sentado sem um sapato eu localizei ele e fique num enigma deixar o sapato pra lá ou levantar perde o lugar pra pega o sapato
    hum ñ eu ñ iria ceder meu lugar tão facil assim. eu levei cotovelada soco e etc...
    pra sair assim!!! ññññ... eu comecei a me estica tentando pegar o sapato com o pé
    ate q depois de um tempo eu conseguir pega, e pensei comigo mesmo éééé vitoria conseguir ficar com o meu lugar. ñ demorou muito uma senhora veio se espremendo entre as pessoas e parou bem na minha frente era uma senhora de idade com o rosto meio abatido de mostrando cansaço.
    bem eu levantei e disse a senhora. pode sentar
    a senhora nem me agradeçeu.¬¬
    e esse foi meu dia nessa caixa metalizada chamada de Metrô.^^.

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